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"Quando percebemos nossa mente com defeitos, eis o sábio!"

Em meio a tantas atividades que realizamos diariamente, as vezes temos aquele momento de nos perguntarmos: "qual o propósito de minha vida"? A sociedade moderna está carregada de simbologias e disciplinas voltadas ao seu estudo, fato trazido ao presente por meio do desenvolvimento da nossa noção de humanidade.

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O agito do cotidiano muitas vezes precisa ser contra-balanceado por filosofias que resgatam a valorização do indivíduo sobre os símbolos por ele criados. Neste sentido podemos dizer que a maior disciplina espiritual a qual nos submetemos no decorrer de nossa história neste mundo seja a de cumprir com nossas responsabilidades, nos tornando membros deste corpo que chamamos de sociedade.

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Todo o conhecimento é baseado em nome e forma e a isso damos o nome de paradigma científico. Entretanto nestes momentos de 'epifania' nos damos conta que o relacionamento com a forma nos coloca em conexão com algo maior, transcendente. As deidades tornam-se representações de nossos anseios de explicação para com essa 'força' que paira sobre o sentido de nossa existência, criando uma dinâmica de atração que nos impele a buscar as diferentes maneiras de nos relacionarmos com Deus.

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"O entendimento não deve produzir um sábio iluminado, mas sim acabar com a nossa necessidade de se tornar um"

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Seguimos nossa vida buscando algo, um propósito que é o próprio motor de nossos passos. A essa reciprocidade de busca e sentido damos o nome de 'Felicidade'. A felicidade é o entendimento de que o momento presente enquanto reflexão sobre a experiência é a própria revelação do sentido da vida e da existência.

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Há, entretanto pelo caminho, provações e recompensas que surgem a medida em que conquistamos o autoconhecimento. Para todo altar que rezamos, seja ele feito de imagens ou pensamentos, há esse movimento de atividade e letargia, música e silêncio, ação e contemplação, gostos e aversões...

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A consciência é a ferramenta que transforma a matéria do poder criativo a partir dos procedimentos ritualísticos recebidos durante os períodos de meditação profunda. O sentido da ação é a busca incessante da mente inquieta que a todo momento reflete sobre a sabedoria da vida.

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Este ser iluminado que faz parte de si mesmo é na verdade o resultado de muitas vidas e ancestralidades que lhe deram o poder de ponderar sobre suas ações no mundo, no decorrer de sua manifestação inteligente.

"A mente é o indivíduo, sua história. Seu futuro depende totalmente de uma mente capaz de decidir de forma adequada"

A necessidade de decidirmos entre o lá e o cá nos exige decisões, opiniões, escolhas. Um individuo apartado da noção de integração acaba por julgar este Todo meramente como a soma das partes. O individuo conectado lança-se na busca por definir a soma inteligente das partes como a pergunta a ser respondida, a questão a ser resolvida.

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Assim, passa a seguir e compor a partir destes elementos os símbolos que significarão sua própria experiência criativa a partir das bençãos ontológicas das formas. Toda expressão de si passa a ser lida pela mente treinada à convivência em sociedade e à existência do diferente.

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Ao dispor deste repertório de figuras e fundos ele pode, por meio da oração, realizar momentos de conexão e, com isso, buscar respostas que lhes são reveladas à medida que a Criação se manifesta.

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Canalizando seu trabalho na busca pela sua necessária inserção no corpo social, este sujeito se reconhece como único, capaz de proteger seus semelhantes das armadilhas que incidem sobre o processo de autoconhecimento e assim permitir que a temporalidade do mundo não caia nos reducionismos da temporalidade da vida.

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Texto por Rodrigo Franco, inspirado pela sabedoria do mestre Jonas Masetti

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